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quinta-feira, 29 de março de 2012

Vida


Não quero mais ter uma vida mesquinha.
Não quero mais um relacionamento morno.
Quero sentir aquele friozinho no estômago.
Quero não precisar conter os risos incontroláveis.
Quero fechar os olhos e sentir as coisas boas.
Quero mais...
Quero a poesia que surge com a alegria de um romance.
Quero a paixão que gera movimento.
Quero amar como quem faz arte.
Quero a loucura momentânea que o desejo provoca.
Quero correr o risco de errar seguindo meus próprios passos.
Cansei de senhas, quero imprimir meus rastros!
Cansei de correria, quero andar em marcha lenta!
Cansei de convenções, quero extrapolar os limites da imaginação!
Cansei de expectativas, quero as surpresas da vida!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vida


A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
(Charles Chaplin)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tecendo a vida

Valéria Nogueira Eik

Salvador Dalí

Criança e Geopolítica Observando o Nascimento do Homem Novo



Veio de algum espaço, passou por outro, esbarrou em algum trecho, aportou por aqui e não sabe ainda se fica ou se vai, se volta ou continua, nesse caminhar que não tem fim.

Mas por ora permanece, se estabelece, sem pensar no amanhã e no que será ou não será.

Somos todos assim, apenas turistas, ou nômades, ou quem sabe extra-terrestres!

Procedemos de algum lugar e agora estamos juntos, reunidos num mesmo tempo, desenvolvendo um trabalho, uma amizade, uma intriga, ódios, promessas e até mesmo um desencontro absoluto e absurdo pelas ruas.

Cada um de nós tem uma estória, um berço, lembranças próprias e, talvez, saudades.

Cada um de nós tem um desempenho, uma luta, pensamentos próprios e, talvez, esperanças.

É mesmo uma grande teia, tecida pelo acaso, produzindo bordados de dor ou enigmas de amor.

Gente colorida, quem sabe idealista, que sorri, que batalha e que nem sempre vence nesse período que corre ao invés de andar.

Gente desbotada, a cara cruzada, os braços fechados, espectros desse tempo, indiferente tempo que continua a correr, arrastando os indecisos e competindo com os lutadores, talvez gladiadores.

Uma belíssima teia, cheia de riscos e traços, lucros e prejuízos, que com o passar da vida se transforma numa obra de arte que poucos entendem.

Um abstrato, uma miscelânea de gente, uma confusão de valores.

Teia de vida, teia de gente, sempre uma trama assustadora, atraente, inebriante, um desafio!

A vida começa aos 60

Adaptado de Carol Quintanilha
Veja on line


Cada vez mais brasileiros se divorciam e refazem a vida na terceira idade. Os brasileiros com 60 anos ou mais são os que mais aderem ao clube dos descasados. Em cinco anos, o número de pessoas nessa faixa de idade que se divorciaram ou se separaram judicialmente de seus parceiros subiu 51%.

No total da população, o aumento foi de apenas 13%. Ou seja, em nenhum outro grupo os índices de separação crescem tanto. Os especialistas são unânimes em apontar como principal motivo para esse fenômeno a elevação na expectativa de vida, que hoje é 35% mais alta do que há cinqüenta anos.

Naquela época, não era comum alguém na casa dos 60 anos mudar radicalmente de vida ou fazer planos para o futuro. Isso mudou. Voltar a estudar, fazer esportes e até namorar são atividades plenamente aceitáveis para quem está na terceira idade. Antes, poucas pessoas achavam que valia a pena se separar na terceira idade. Agora, existe a idéia de que ainda se pode fazer muita coisa depois dos 60 anos.


Um estudo recente da agência de pesquisas Indicator GfK mostra que 44% dos brasileiros com esta idade são independentes, ativos e felizes com a vida que levam. Isso vale para homens e mulheres.

Pouco mais de 70% dos homens nessa situação desposam mulheres que têm menos de 60 anos. Entre as mulheres com mais de 60 anos, o índice das que se casam com homens mais jovens é de apenas 18%. "Por outro lado, o homem tem mais dificuldade de cuidar de si mesmo. Por isso, se não refaz sua vida amorosa, pode sofrer mais", diz a psicóloga Laura Mello Machado, do Instituto de Gerontologia da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro.


As mulheres fazem excursões com as amigas, entram na universidade da terceira idade, fazem cursos. Para muitas delas, o divórcio representa uma libertação.

O fato de os filhos já serem adultos torna mais fácil a decisão de se separar. "Às vezes, depois que os filhos saem de casa, o casal deixa de ter objetivos comuns para a vida", diz o psicólogo Ari Rehfeld, da Pontifícia Universidade Católica. Isso, para uma relação saudável, significa o fim.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reflexões sobre a Vida

As idéias que aqui trago foram escritas após a leitura e do aprendizado que consegui ter a partir do livro de Lya Luft: perdas e ganhos e que gostaria de repartir com vocês....

Precisamos nos perguntar o tempo todo:o que é melhor para nós?

Temos que o tempo todo fazer opções que nos levem a ter uma maior liberdade, propiciando um futuro independente!

A opinião alheia não importa, o que importa é que sejamos bem sucedidos, fazendo o que gostamos.

Não podemos viver a vida toda na dependência de outros tanto afetivamente, como financeiramente. Os outros vão embora e nós temos que ter como nos virar "sozinhos".

Somos livres para muitas decisões, mas será que queremos decidir sobre alguma coisa?

Será que não é mais fácil continuarmos a ser subalternos? O nosso lugar diante de nós mesmos tem que ser um lugar que não seja subalterno.

Mais do que tudo é preciso ter auto-estima, visão positiva e confiança. Para isto, precisamos AGIR.

Colocar a idéia em prática é essencial, é o diferencial para que tenhamos sucesso naquilo que fazemos. As idéias que não são colocadas em prática tendem a morrer com o passar dos dias e tudo fica parado, nada anda!

O medo paralisa!

Talvez tenhamos até medo que as coisas dêem muito certo e que fiquem muito grandes e que daí nós não daremos mais conta.

Isto pode paralisar as ações, fazendo com que a gente se omita quando precisaria que tomassemos decisões (certas ou erradas é melhor do que nada).

O esforço por concretizar os bons pensamentos é o que pode levar ao nosso sucesso.

Necessitamos de opiniões próprias, evitando o convívio com pessoas que nos anulam.

Quando as pessoas nos anulam, elas nos tripudiam, num processo de servidão que gera sentimento e culpa. Neste contexto podemos nos perguntar: Afinal, qual o nosso projeto de vida?

Na verdade é importante que gostemos de nós, na medida em que acreditamos na nossa dignidade, procurando nos expandir conforme o nosso valor e isto depende de nossa confiança em nós mesmos.

Nos sentir valorizados pelo outro é muito importante mas, antes de tudo, é necessário que em cada estágio da nossa vida coloquemos um traço, alguma cor no projeto daquilo que pretendemos ser!




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Gostar de si

Mário Quintana

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!




sábado, 30 de julho de 2011

A vida como obra de arte

Este título surgiu de muitos estudos realizados a partir de obras escritas por Michel Foucault que diz o seguinte:


"O que me surpreende é o fato de que, em nossa sociedade, a arte tenha se transformado em algo relacionado apenas a objetos e não a indivíduos ou à vida; que a arte seja algo especializado ou feito por especialistas que são artistas. Entretanto, não poderia a vida de todos se transformar em uma obra de arte? Por que deveria uma lâmpada ou uma casa ser um objeto de arte, e não nossa vida?" (Michel Foucault
).



Deslocar a arte do mero âmbito dos objetos para o âmbito da vida e colocar esse conjunto de procedimentos nas mãos de cada indivíduo para que ele mesmo produza sua própria vida e gerencie sua própria liberdade é uma aposta que Foucault faz inicialmente a partir das bases de uma moral grega.

Na avaliação de Michel Foucault, a decisão mais importante, e talvez a única de fato importante, é a que afeta o estilo de vida de cada indivíduo, na qual se vejam implicadas as relações que o mesmo mantém com a verdade, consigo mesmo e com os outros.

Não cabe submeter-se ao ditame de nenhum fundamento e se, sobretudo, o individuo não é dado, só nos resta uma conseqüência prática: "temos que criar a nós mesmos como uma obra de arte".


Foucault concebe uma estética da existência, aquela que propiciaria uma maior possibilidade de escolhas pessoais, convida a considerar a própria vida como uma obra de arte, propõe uma ética do estilo (todo estilo é pessoal e contingente). A escolha é possível, porém, temos que perceber como pano de fundo: o sistema, os jogos de verdade e os dispositivos de poder.


No centro da estética da existência se situa a questão da liberdade. A crítica como componente da estética da existência tem como tarefa levar tão longe quanto possível o trabalho da liberdade.


Fica para nós, um desafio que é pensar – por nós mesmos – as condições que nos propiciem a construção da liberdade.